Afinal, dólar alto é bom para a exportação?

O dólar alto realmente favorece a exportação? Neste artigo vamos debater um pouco a respeito.

Já faz alguns meses que o dólar está alto, batendo recordes nominais (quando não consideramos a inflação). É automático imaginarmos que este dólar alto é bom para todos os exportadores, afinal o cambial parece estar favorável para vender ao exterior. Continue lendo para entender quais segmentos a alta do dólar favorece de fato, o histórico e a previsão da moeda.

Por que o dólar está alto?

Diversos são os motivos que faz a moeda americana subir. O Real é afetado como outras moedas do globo, e os principais motivos para a alta do dólar são:

· Muitas incertezas sobre crescimento global devido à crise econômica gerada pelo Coronavírus, o que acentua a procura pelo dólar, puxando ainda mais as cotações da moeda.

· Moeda americana estava valorizada no mundo todo, há bastante tempo, beneficiada pelo longo ciclo de crescimento daquele país. Antes da pandemia do Coronavírus ser uma realidade, os EUA cresciam a passos largos. E isto contribuiu para a alta da moeda no mundo todo.

· Guerra comercial entre Estados Unidos e China que ocorre desde o segundo semestre de 2019 gerando consequências para o comércio exterior global.

· Queda nos preços de commodities agrícolas, como minério de ferro e soja, que pressiona a balança comercial brasileira.

· Novo ambiente de juros baixos no Brasil não atrai investidores externos.

· Crescimento econômico lento no Brasil.

Dados da balança comercial mostram que o Brasil exportou mais no período 2011-2013 quando o câmbio estava desfavorável ao exportador, no entanto a atividade externa e interna era mais intensa do que nos últimos anos.

A partir de 2014 o governo mantém o Real desvalorizado e isso não reduziu as importações de produtos com alto valor tecnológico por exemplo, mas conteve as compras de insumos para as indústrias.

Alguns segmentos industriais são dependentes de itens importados para sobreviver, é o caso dos transportes, telefonia e comunicação, componentes eletrônicos, farmacêutica e medicamentos. Para as empresas que atuam neste segmento, por exemplo, a alta cambial reflete diretamente no custo do produto.

Bom para quem?

Devido a pandemia do Coronavírus muitos mercados parceiros do Brasil anunciaram queda econômica. Estas incertezas e crises econômicas atrapalham sobremaneira as negociações com os mercados internacionais.

A respeito do câmbio, com a nossa moeda desvalorizada, perdemos competitividade, pois a importação faz parte da cadeia produtiva da maioria dos itens exportados, o que encarece o produto direta ou indiretamente.

De fato o dólar alto é favorável aos commodities brasileiros comercializados no exterior, como o minério de ferro, a soja, o café, a carne bovina, o cacau e o alumínio. Os principais mercados que importam estes produtos são a China, os Estados Unidos, a Argentina e a União Europeia.

Vamos acompanhar juntos a moeda americana e elaborar estratégias para investir no comércio exterior. Esteja próximo de parceiros experientes neste momento.

Até o próximo artigo!

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